Gestor de e-commerce analisando CAC em gráfico de desempenho no laptop

Em todas as minhas conversas com lojistas digitais, uma dúvida sempre volta: como controlar o custo de trazer cada novo cliente? Essa preocupação é real, porque gastar além do necessário para conquistar novos compradores pode transformar um negócio promissor em uma operação deficitária. Entender o custo de aquisição é uma das habilidades mais decisivas para o sucesso no comércio eletrônico moderno.

O que é o CAC e por que ele importa tanto?

Antes de mais nada, pode até parecer simples, mas confesso que poucos números dizem tanto sobre o caminho de um e-commerce quanto o CAC, isto é, o custo de adquirir um novo cliente. Trata-se de saber, em reais, quanto o seu negócio está investindo para convencer uma pessoa a fechar uma compra pela primeira vez.

Esse indicador vai muito além da matemática. Na prática, ele serve como uma “bússola financeira”: se o número está elevado, chega a comprometer até a margem da loja. Mas quando está controlado, abre portas para crescimento e amplia resultados. Quando comecei a prestar consultoria em canais digitais, percebi que poucos revisavam o CAC de maneira sistemática, e isso quase sempre gerava prejuízos invisíveis no balanço final.

“Quem mede o CAC de perto entende o ritmo saudável do negócio.”

No modelo de gestão como o que aplico no Vexa Ecommerce, o acompanhamento desse indicador é um dos pilares. Afinal, não basta vender: é preciso que cada venda faça sentido pelo custo envolvido.

Como calcular na prática o custo de aquisição de clientes?

Quando me perguntam como chegar ao número exato do CAC, gosto de responder com clareza: é preciso considerar todos os gastos envolvidos para conquistar novos compradores, divididos pelo total de novos clientes do período.

A fórmula mais usada é:

Custo de aquisição = investimentos em marketing + vendas ÷ número de novos clientes adquiridos

Mas o segredo está no detalhe. Não basta somar só anúncios. Eis o que precisa entrar na conta:

  • Investimentos em mídias pagas (Google Ads, Facebook Ads, publicidade em marketplaces, etc.)
  • Despesas com agências, consultorias ou plataformas de marketing
  • Comissões por vendas realizadas por influenciadores ou afiliados
  • Salários e benefícios da equipe comercial/marketing focados em aquisição
  • Custos com ferramenta de CRM, automação de e-mails e soluções para geração de leads
  • Materiais de promoção, brindes para atração, eventos, entre outros

Ou seja, é preciso ter o controle financeiro em dia para não deixar nada de fora.

Exemplo prático

Digamos que, em um mês, a loja online investiu R$ 12.000 em anúncios, R$ 6.000 com salários dos responsáveis por captar novos clientes e mais R$ 2.000 em comissão para afiliados. No mesmo período, foram conquistados 400 novos compradores. O cálculo fica assim:

CAC = (12.000 + 6.000 + 2.000) ÷ 400 = R$ 50 por cliente

Parece simples, mas separar claramente quem são clientes que compraram pela primeira vez de quem já era comprado faz total diferença. Por isso, recomendo sempre organizar os dados por “novos” e “recorrentes”.

Planilha de cálculo do CAC, incluindo despesas detalhadas com marketing, salários e afiliados

Como o custo de aquisição se relaciona com o lifetime value?

Em várias mentorias, vejo empresários preocupados apenas em reduzir o custo para trazer clientes. Mas o verdadeiro segredo para aumentar a rentabilidade do canal está em comparar esse valor com outro indicador: o Lifetime Value (LTV), que é o lucro gerado por cada cliente ao longo da relação com a loja.

Já vi lojas gastando R$ 60 por novo cliente, mas estes clientes geravam, em média, receitas acima de R$ 400 ao longo do tempo. Nesse caso, o saldo permanece positivo.

O equilíbrio entre CAC e LTV define a capacidade de reinvestir e crescer.

Recomendo sempre buscar uma relação saudável: o LTV deve ser, no mínimo, três vezes maior que o valor para conquistar o cliente. Ou seja, se o CAC é de R$ 50, o cliente precisa gerar pelo menos R$ 150 ao longo do relacionamento.

Como reduzir o CAC sem perder vendas?

Ao longo dos meus anos acompanhando projetos, percebi que a redução contínua dos gastos para captar clientes é resultado de ajustes diários, e não de ações isoladas. No Vexa Ecommerce, por exemplo, isso acontece com a gestão integrada de aquisição, conversão e evolução, sempre monitorando indicadores.

Algumas práticas são fundamentais para baixar custos sem comprometer resultados:

  • Segmentação precisa: direcione anúncios apenas para quem realmente tem potencial de comprar, evitando desperdícios.
  • Testes em diferentes canais de aquisição: descubra quais plataformas realmente convertem para o seu público.
  • Aprimore conteúdos e criativos: mudanças sutis em imagens e textos podem multiplicar a taxa de cliques gastando o mesmo valor.
  • Retargeting bem planejado: alcance quem já mostrou interesse, pois a chance de conversão é mais alta.
  • Parcerias e indicações: clientes satisfeitos ajudam a ampliar a base sem aumentar tanto o investimento.
  • Melhore a experiência de navegação: facilite a jornada até a finalização da compra.
  • Invista no pós-venda: clientes bem atendidos têm mais chances de recompra, diluindo o impacto do custo inicial.
Gráfico de funil mostrando etapas de aquisição no e-commerce, da prospecção à recompra

O acompanhamento contínuo faz a diferença

Quero compartilhar uma experiência: certa vez atendi um e-commerce que revisava seu CAC apenas a cada trimestre. Quando passamos a acompanhá-lo semanalmente, conseguimos detectar campanhas com resultados abaixo do esperado e realocar rapidamente os investimentos. Isso salvou a margem de lucro da empresa em poucos meses.

Por isso, sugiro incluir os seguintes rituais na rotina:

  • Revisões semanais dos principais canais de aquisição
  • Comparação entre CAC atual x planejado
  • Análise cruzada entre custo por aquisição e taxas de conversão
  • Reuniões rápidas de performance para ajustar campanhas
  • Revisões estratégicas trimestrais, olhando tendências e sazonalidades

No Vexa Ecommerce, a governança por indicadores garante ajustes rápidos e assertivos. Esse tipo de controle ajuda a identificar rapidamente qualquer desalinhamento e a impulsionar o crescimento sustentável. Acesse nossa categoria de indicadores para entender outras métricas indispensáveis na gestão do e-commerce.

Integração com estratégias de performance

Não adianta olhar apenas para o valor financeiro do CAC. É preciso ter visão estratégica, alinhando ações de aquisição com conversão e fidelização para garantir que os investimentos tragam retorno consistente. Uma loja que só investe para captar e não pensa em experiência, recorrência e relacionamento dificilmente fecha a conta.

No Vexa Ecommerce, acredito que unir análise de dados, performance de campanhas e evolução de processos é que permite baixar custos sem perder vendas. Além disso, explorar temas como estratégia e tendências em e-commerce ajuda a refinar ainda mais a operação.

Conclusão: Como transformar o CAC em aliado do seu crescimento?

Na prática, tenho certeza de que controlar o custo de aquisição permite ao e-commerce crescer com saúde e previsibilidade. O acompanhamento frequente, aliado à comparação com o valor vitalício dos clientes e a melhoria constante das campanhas, faz a diferença entre lojas que duram pouco e negócios que se consolidam no digital.

E não é preciso fazer isso sozinho. O modelo de governança contínua do Vexa Ecommerce pode ser o diferencial que sua loja busca, trazendo um olhar estratégico, processos claros e acompanhamento estruturado de indicadores. Por isso, se você quer realmente transformar o desempenho do seu canal de vendas online, venha conhecer nosso método na prática e faça parte dos negócios que realmente prosperam no e-commerce.

Perguntas frequentes sobre CAC no e-commerce

O que é o CAC no e-commerce?

O CAC no e-commerce é o valor médio investido para conquistar cada novo cliente em sua loja virtual. Ele inclui todo gasto feito em marketing, publicidade, comissões, salários e ferramentas voltadas para atrair compradores inéditos.

Como calcular o custo de aquisição de clientes?

Para calcular, é só somar os investimentos em marketing, vendas, comissões, salários de equipes focadas em aquisição e ferramentas do período avaliado. Depois, você divide esse total pelo número de novos clientes conquistados no mesmo tempo.

Quais estratégias ajudam a reduzir o CAC?

Existem várias, como segmentação refinada do público, escolha dos canais mais eficientes, ajustes em campanhas e anúncios, melhorias na experiência do site, uso de automação e incentivo a indicações. O acompanhamento constante dos indicadores é o que realmente permite identificar os melhores caminhos para baixar custos.

Vale a pena investir para diminuir o CAC?

Sim. Diminuir o custo de aquisição, sem perder o volume de novos clientes ou prejudicar sua experiência, aumenta a margem de lucro e possibilita o reinvestimento para crescimento futuro.

Como saber se meu CAC está alto?

Compare o custo de aquisição com o lucro gerado ao longo do tempo (LTV de cada cliente). Se o CAC representar mais de um terço desse valor, é sinal de alerta. Também vale se comparar ao histórico do próprio negócio, monitorando aumentos repentinos ou desvios fora do planejado.

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Joao Ricardo de Oliveira Paixao

Sobre o Autor

Joao Ricardo de Oliveira Paixao

Executivo de marketing e gestão (Harvard Extension School), sócio e fundador da Vexa, com atuação em Real Estate na estruturação de tese, go-to-market e aceleração comercial orientada por dados e inteligência financeira.

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